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DEFORMIDADE DE MADELUNG

1 de outubro, 2020

Conceito de deformidade de Madelung
Trata-se de uma alteração específica do crescimento da epífise distal do rádio, que no seu desenvolvimento compromete o rádio, a articulação radioulnar distal e os ossos carpais. É uma enfermidade congênita muito mais frequente nas mulheres. O acometimento habitualmente é bilateral, causando um leve encurtamento do rádio ao nível do punho.

A principal limitação de movimento ao nível do punho é a restrição maior de extensão quando comparada com flexão. No antebraço, a supinação se encontra mais limitada do que a pronação. A queixa de dor é bastante variável. É frequente a associação com outras deformidades congênitas, como na tíbia, as mucopolissacaridoses, a disgenesia gonadal de Turner, a acondroplasia, a exostose múltipla, a displasia epifisária múltipla e a discondroplasia, ou doença de Ollier.

Os principais diagnósticos diferenciais são a deformidade pós-traumática, a sequela de infecção e outras anomalias congênitas. 

Fisiopatologia da deformidade de Madelung
A lesão fisária distal do rádio ocorre no terço ulnar e volar da fise, levando a uma aplasia e diminuição do crescimento. Com isso, forma-se uma cobertura incompleta do semilunar. Os ossos do carpo começam a se adaptar a essa nova conformação do rádio distal, adquirindoum formato triangular. Devido à obliquidade formada na região distal do rádio, observa-se uma luxação da articulação radio-ulnar distal e uma subluxação anterior do carpo. Em casos raros, pode-se encontrar uma inserção anômala do músculo pronador quadrado. Muitos estudos relacionam a deformidade com um ligamento anômalo: o ligamento de Vickers. Trata-se de uma estrutura que surge na porção volar do punho que liga o rádio ao osso semilunar.

Diagnóstico da deformidade de Madelung

Quadro Clínico
O paciente queixa-se muito da deformidade que existe no seu punho, com a aparência de luxação. Além disso, queixa-se de dor, principalmente devido ao impacto ulnocarpal e a projeção da cabeça da ulna. A limitação de movimento que existe é às custas de uma restrição da pronosupinação, extensão e do desvio ulnar.

Propedêutica
O estudo radiográfico deve ser realizado com radiografias em AP, perfil e oblíquas do punho acometido. Como achados principais, encontra-se a epífise distal do rádio em formato triangular, em virtude de fusão precoce da sua metade ulnar, uma inclinação maior do rádio em sua faceta ulnar, em torno de 60°, uma inclinação volar do rádio aumentada, aproximadamente 35° e uma subluxação dorsal da ulna.

Tratamento da deformidade de Madelung
O tratamento não cirúrgico é reservado aos pacientes com a presença da deformidade, mas com uma função satisfatória e com queixas de dor pouco significativas. Naqueles pacientes onde se observa uma progressão da deformidade associada à dor incapacitante, com diminuição progressiva da amplitude de movimento, deve ser indicado o tratamento cirúrgico. Entre as diferentes técnicas existentes, podemos citar a ressecção da fise radial, a ressecção da fise associada à osteotomia cupuliforme do rádio, à osteotomia do rádio com cunha de subtração dorsal associada ao encurtamento ulnar, à osteotomia radial com cunha de adição e à técnica de Sauvé-Kapandji, que consiste na artrodese da articulação radioulnar distal associada a uma ostectomia de um segmento distal da ulna, a fim de liberar o movimento de pronossupinação.

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