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DOENÇA DE KIENBÖCK

24 de setembro, 2020

A doença de Kienböck é um distúrbio doloroso do punho de causa desconhecida, no qual as radiografias mostram necrose avascular do semilunar. Acometem principalmente homens engajados em atividades manuais, na faixa etária de 15 a 40 anos. Em 75% dos casos possuem um história de trauma grave no membro superior acometido, com punho em dorsiflexão máxima.

Atenção!
A doença de Kienbock acomete preferencialmente HOMENS, de 15-40 ANOS, no PUNHO DOMINANTE, está relacionada com ATIVIDADES
MANUAIS e TRAUMAS.

Fisiopatologia da doença de Kienbock
Várias teorias tentam explicar a etiologia da moléstia de Kienböck, sendo as principais a teoria traumática, onde a gênese da lesão está associada a traumas de alta energia e microtraumas, e a teoria anatômica, baseada em causas vasculares e estruturais. Entre as causas estruturais, encontramos a associação com a presença de ulna minus.

Antuna Zapico e colaboradores descreveram a relação entre o formato do semilunar e a variância ulnar. O tipo I está associado com a ulna minus e caracteriza-se pelo ápice ou crista proximal. Os tipos II e III são os retangulares e quadrados e correlacionam-se com a ulna neutra e plus, respectivamente. Em relação ao padrão trabecular, o tipo I é o mais frágil e com o maior potencial de acometimento de fraturas por fadiga e stress. A fragmentação é mais frequente nas apresentações da ulna minus associada ao semilunar tipo I. É intuitivo observar que a variância ulnar negativa provém de uma pobre cobertura ao semilunar, este é submetido a uma desigual distribuição de carga e, por consequência, a metade radial é mais susceptível à compressão.

Classificação da doença de Kienbock
A classificação de Lichtman de 1977, modificação da classificação de Stahl de 1947, baseia-se no aspecto radiográfico do semilunar em várias fases da doença. Essa classificação tem-se mostrado confiável e reprodutível, segundo Jafarnia et al.

No Estágio I, o semilunar apresenta um aspecto normal no exame radiográfico. A cintilografia óssea pode demonstrar hipercaptação na região do semilunar devido ao processo inflamatório local. A ressonância magnética demonstra alteração de sinal, tanto em T1 quanto em T2, revelando isquemia, necrose e revascularização óssea.

No Estágio II, observa-se esclerose no semilunar no exame radiográfico. Já no Estágio III, além da esclerose, observamos a fragmentação do semilunar, com a altura carpiana inferior a 0,54 + -0,03, que é o valor normal.

No Estágio IIIA não existe ainda um colapso, ou seja, não há alteração dos ângulos carpais; já no Estágio IIIB existe esta alteração nos ângulos, com consequente colapso carpal. No Estágio IV, além do colapso carpal existe a presença de osteoartrose, com a deformidade tipo SLAC (colapso avançado
escafo-semilunar).

Então, para não esquecermos e ficar muito claro, vamos organizar
a classificação de Lichtman em uma tabela! Lembre-se de que
ela cai MUITO nas provas teóricas e práticas!


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