Canal de atendimento atendimento@medaula.com.br
(31) 3245-5781 (31) 9 8882-9624
Rua Grão Pará, 737 Conjunto: 1101 - 11o andar, BH
CNPJ: 07.254.304/0001-24

EPICONDILITES DO COTOVELO

26 de agosto, 2020

 EPICONDILITE LATERAL
Também conhecida como “cotovelo do tenista”, o termo epicondilite não é uma entidade única, mas sim um termo genérico para definir uma variedade de sintomas na região lateral do cotovelo. Trata-se de um processo degenerativo que acomete musculatura inserida em epicôndilos lateral no cotovelo, causada por tendinose angiofibromatosa presente.

Portanto, NÃO é um processo inflamatório!

Epidemiologia da epicontilite lateral
A doença afeta em torno de 1 a 3% dos adultos todos os anos. Acomete mais adultos NÃO ESPORTISTAS (apenas 5 a 10% dos tenistas) entre a 4a e 5a décadas de vida. A frequência entre homens e mulheres é a mesma, afetando predominantemente o membro dominante em mais de 50% dos casos.

Fisiopatogenia da epicontilite lateral
Tendinite angiofibroblástica não inflamatória, com desorganização do colágeno e degeneração mucoide são os achados na biópsia do tendão do extensor radial curto do carpo. Cerca de 35 a 50% dos pacientes ainda apresentam alguma alteração do extensor comum dos dedos. Acredita-se que a patogenia esteja relacionada com microtraumatismos de repetição nos sítios que envolvem as origens dos tendões no epicôndilo lateral.

Portanto, é importante frisar que o local mais comum da epicondilite lateral é na origem do extensor radial CURTO do carpo. Depois, o local mais comum é o extensor comum dos dedos, seguido pelo extensor radial longo do carpo!

Diagnóstico da epicontilite lateral
O diagnóstico da epicondilite é clínico e, portanto, os exames de imagem são complementares, porém não determinantes. Radiografias do cotovelo, ressonância magnética e o ultrassom poderão ser solicitados. Geralmente, o paciente irá se queixar de dor em região do epicôndilo lateral do cotovelo, na origem do extensor radial curto do carpo.

O local da sensibilidade costuma ser característico: 5mm distal e anterior ao ponto médio do epicôndilo umeral lateral. A intensidade dessa dor aumenta quando o paciente realiza “força de pega” ou quando ele realiza resistência à extensão do punho e à supinação do antebraço. Com relação ao exame físico, existem alguns testes para o diagnóstico da epicondilite lateral, dos quais os mais importantes são os de Cozen e o de Miils. Lembramos que esses testes são variáveis de acordo com o autor estudado.