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FRATURAS DO RÁDIO DISTAL

26 de julho, 2021

Introdução às fraturas do rádio distal

As fraturas do rádio distal são lesões comuns e bastante conhecidas da prática ortopédica. É um tema que sempre aparece nas provas orais e cai com certa frequência nas provas escritas. Então, devemos ficar atentos com alguns pontos. As provas costumam abordar os parâmetros radiográficos das fraturas do rádios distal, como o comprimento radial, variância ulnar, angulação dorsal (TARO 2019). Além disso, devemos conhecer as classificações, que, no caso das fraturas do rádio distal, são inúmeras, porém sabemos que as bancas cobram com mais frequência as classificações de Fernandez e Jupiter e a classificação universal. Em 2018, houve uma mudança na classificação AO para essas fraturas, portanto, sugerimos que você também conheça essa nova classificação. Outro detalhe que as provas orais sempre cobram são os critérios de instabilidade de Lafonteine! Esses são clássicos e você deve memorizá-los. Por último, as provas têm abordado alguns detalhes dos métodos de tratamento, como possível complicação de rigidez articular com uso de fixador externo (TEOT 2019) e acessos cirúrgicos ao rádio distal (TEOT 2018). Então, vamos focar nesses detalhes para acertar as questões deste assunto na prova.

Definição de fraturas do rádio distal

São fraturas situadas dentro do quadrado de Hein na extremidade distal do rádio. Tal quadrado tem lado com comprimento traçado por uma linha que envolve a superfície articular do rádio e da ulna.

Epidemiologia das fraturas do rádio distal

As fraturas do rádio distal correspondem a 10 a 20% das fraturas atendidas em serviços de emergência. A principal faixa etária acometida são pessoas acima de 35 anos, sendo que as mulheres são mais atingidas do que os homens, uma vez que apresentam uma incidência de 37 casos para cada 10 mil pessoas, contra 9 em 10 mil para os homens.

Habitualmente, são decorrentes de traumas de baixa energia, mas quando a população afetada é a população jovem, os traumas de alta energia são os mais identificados. De maneira geral, podemos dizer que as fraturas do rádio distal apresentam um pico trimodal: crianças, homens adultos (geralmente por traumas de mais alta energia) e mulheres mais velhas.

Existem alguns fatores de risco associados para essas fraturas, como osteoporose, sexo feminino e menopausa. Um detalhe importante relacionado a fraturas do rádio distal é que elas acontecem em indivíduos que têm reflexos preservados e eficientes, uma vez que ela é resultado de uma queda, em que o paciente, com a MÃO ESPALMADA, para proteger partes mais nobres do corpo, como o rosto, apoia sua mão contra o chão.

Mecanismo de trauma das fraturas do rádio distal

As fraturas do rádio distal, de maneira geral, surgem após uma queda com a mão espalmada ao solo, com punho em flexão dor sal e pronação do antebraço. Essa flexão tem cerca de 40-90˚. Algumas variações no movimento, durante o mecanismo de trauma, podem levar a padrões distintos de fratura. Um desvio radial associado, por exemplo, pode levar a uma fratura da estiloide da ulna associada. Já um desvio ulnar associado pode levar a uma fratura do estiloide do rádio.


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