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LUXAÇÕES DO COTOVELO

2 de setembro, 2020

A luxação do cotovelo é a segunda mais frequente, atrás apenas da luxação glenoumeral. Nas crianças, é a primeira. 50% estão relacionadas a práticas esportivas. O tipo simples, sem fratura associada, é o mais comum (50 a 60% dos casos). A direção mais comum é a posterior e a posterolateral, perfazendo até 80% dos casos.

Mecanismo de Trauma
O principal mecanismo de trauma envolvido é a queda com mão espalmada e forças em valgo e axial, levando a uma rotação interna do úmero sobre o antebraço em pronação, que sofrerá uma força em supinação após a aplicação da carga. Esse mecanismo leva a uma luxação posterolateral do cotovelo, com energia do trauma se dirigindo de lateral para medial, percorrendo o que se chama de círculo de Hori .

O’Driscoll e Morrey descreveram uma sequência previsível para as lesões relacionadas à luxação do cotovelo, com início lateral, progressão pela cápsula anterior e posterior até o comprometimento medial.

Propedêutica da luxação do cotovelo
Radiografias em AP e perfil do cotovelo permitem proceder às manobras de redução do cotovelo. Após a redução, deve-se realizar radiografias de controle e, em caso de fraturas, a tomografia computadorizada será necessária para melhor entendimento da lesão e planejamento cirúrgico quando for indicado.

Lesões associadas da luxação do cotovelo
As fraturas luxações geralmente se associam a fraturas da cabeça do rádio. Rupturas dos ligamentos colaterais, cápsula e origens dos músculos extensores e flexores também podem estar associadas.

O LCL costuma romper na origem umeral (2˚: intrassubstancial) e, no geral, o tendão extensor comum também rompe. Fraturas do processo coronoide podem ocorrer em sua ponta, no caso de luxação posterolateral, ou em sua faceta anteromedial, no caso de luxação posteromedial.

A lesão óssea associada mais comum é a lesão dos epicôndilos, que ocorrem entre 12-34% dos casos. O nervo ulnar é o mais acometido, porém, durante a redução, pode haver encarceramento do nervo mediano.

Instabilidade ou luxação do cotovelo (“deslocamento”) - Dr. Carlos Henrique  Ramos

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